Chorar... Chorar é só o que sei fazer.
Faço-me representar no circo da vida,
Como segura de si,
Mais no silêncio do meu quarto começo
a sofrer.
Que papel idiota o meu,
Que maneira torpe de viver.
Já fora do espetáculo...
Sem mascara do disfarce,
Iluminado não pelos refletores...
Mas pela luz da lua,
Pela natureza face...
Procuro arrebatar meus pensamentos,
já quando as lágrimas começam a me
envolver...
Procuro então sugestionar-me,
prometer,
Ao espectador dar o esquecimento,
Mas como pode um palhaço.
Disfarçado com a mascara e a fantasia.
Que a Lei do Circo lhe põe,
Para interpretação do seu papel,
Ficam estáticas provavelmente, duas
coisas...
Sim, duas coisas podem acontecer,
Terá que viver sem espectador ou
Dar “Adeus” ao “Circo”.
